Por: Viviane Lara
“Trabalho com pás e picaretas em morro de Niterói é suspenso por risco de contaminação” essa foi a manchete publicado em 08/04/2010 às 07h51 no site R7. A matéria escrita por Fernando Oliveira abalou muitos leitores. As buscas foram canceladas por que no morro onde ocorreu o desabamento era um lixão.
Após uma serie de reportagens de todos os veículos de comunicação sobre este mesmo assunto, o cancelamento das buscas. O que mais se ouvia sobre a tragédia era, “mas se sabiam que o morro era um lixão porque foram construir em cima?”, ao invés de, “por isso é importante cuidar do meio ambiente e não jogar lixo em lugares improprios”.
Esse tipo de comentário ultrapassa as questões ambientais, por dois motivos: o morro não é lugar de lixo e o segundo é que as pessoas já se habituaram com a poluição.
O problema maior é que o fato que causou o desastre não foi debatido pela população e nem tão pouco pela mídia, falou-se de tudo menos das causas que provocaram as chuvas.
Na primeira questão o próprio problema torna-se um obstáculo. A poluição não é mais novidade para ninguém, ela vem de longa data, mas só agora os resultados estão vindo átona. Se no morro não houvesse deposito de lixo o resgate seria facilitado e talvez vidas salvas. A culpa pode até ser dos moradores que não cuidavam de seus restos, mas o poder público tem um papel importante que é de conscientização.
O secretario estadual da saúde Sérgio Cortes deu uma entrevista sobre a paralisação e em seu discurso ele diz: “Não podemos expor nossos homens. O trabalho manual foi interrompido e vamos estudar uma nova estratégia para o local.” Diante desta fala ficou claro que as pessoas, soterradas não seriam tão importantes para a sociedade, assim como os bombeiros e policiais treinados para esse tipo de catástrofe.
O posicionamento do secretario não estava errada quando quis proteger os trabalhadores. Mas ele deveria ter pensado junto com o prefeito medidas para limpar o local, já que no morro havia moradores que mesmo em local de risco, não possuíam higiene adequada para sobrevivência.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
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