terça-feira, 8 de junho de 2010

DESESPERO Á VIDA E AO MEIO AMBIENTE

Por Ivana Paz Dalmas

Ruas alagadas, enchentes e mais de cem vitimas fatais são exemplos da tragédia que acontece no Rio de Janeiro. A chuva transformou a cidade em um caos completo, essa que começou na segunda-feira, dia 5 de abril , deixou moradores apavorados em apenas um dia, até o decorrer da terça-feira, dia 6 abril, o Rio de Janeiro passou pela maior tempestade desde 1966, chovendo mais de 280 milímetros, o que significa o dobro do esperado para todo mês de abril.
Ao todo as chuvas deixaram mais de 2.500 pessoas desabrigadas e cerca de 250 vitimas. A prefeitura decretou feriado escolar em todas as unidades do município, obras emergenciais foram feitas para minimizar os transtornos e estragos. A recomendação era de que todos os cariocas ficassem em casa, para as ruas ficarem livres e as equipes dos órgãos públicos pudessem se locomover melhor.
As mídias sociais foram o espaço mais usado pelos internautas para a troca de informações sobre os acontecimentos diários da catástrofe que abalou a cidade. No twitter, até o jornalismo Willian Bonner que diz não usar o twitter para caráter jornalístico ou informativo, explica e contava sobre a tragédia, depois dele muitos internautas começaram a repercutir o assunto mostrando a força do jornalismo colaborativo. Jornalistas deram jus ao ditado: ”Jornalista é jornalista 24 horas por dia e aos 45 minutos do segundo tempo”, pois passavam aos ouvintes, telespectadores e leitores reportagens minuto a minuto do que estava acontecendo.
E como explicar essas tragédias¿ Ocupações irregulares em encostas, chuvas cima do esperado, falta de infra-estrutura, herança de gestões anteriores.
A culpa em analise é dos moradores que se instalaram ali, pois o poder público não pode contê-los. Essa é a justificativa dada pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e completou: “Não é possível a construção irregular continuar. Se você pegar essas pessoas que morreram, quase todas estavam em áreas de risco”. Assim concorda o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “O que precisa é conscientização. Eu já participei de tentativa de tirar gente de área de risco, não é fácil. Não é fácil porque às vezes as pessoas estão vendo que vai acontecer uma desgraça e ele não quer sair”.
O professor de hidrografia da Coppe – UFRG explica que a cidade precisa ser analisada, para que essas chuvas não causem tantos estragos: “Os bueiros não são iguais, tem bueiros mais importantes, que devem ser tratados e limpos com periodicidade diferente dos demais. Enfim, a cidade precisa ser pensada sob o ponto de vista de drenagem para que haja um convívio pacífico entre população e as dificuldades naturais da cidade”.
Os metereologistas explicam que o Rio de Janeiro é uma cidade especialmente vulnerável às tempestades, e a geografia revela que como a maioria dos morros da cidade é de formação rochosa, a pequena camada de terra onde cresce a vegetação não consegue absorver grandes volumes de água.

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