quarta-feira, 26 de maio de 2010

Catástrofes: Os culpados na visão da biologia

Que estamos assustados com o poder da natureza mãe, não tem como negar! Nos últimos meses o planeta terra vem sofrendo com força dela, são catástrofes que atingem o mundo todo, terremoto, fogo, enchentes na Ásia, terremotos no Haiti e no México e no Chile, secas e chuvas intensas no Brasil, tornados nos EUA. Fala-se tanto em previsões de que o mundo iria acabar em 2012, porém mediante a esses acontecimentos talvez não cheguemos até lá. Em virtude dessa situação fomos entrevistar o estudante do oitavo semestre de Ciências Biológicas da Unicruz Gabriel Sheneider para mostrar a visão da biologia frente a essa situação.

Leandro: Gabriel do ponto de vista teórico por tudo aquilo que você aprendeu e vivenciou na sua formação acadêmica como você deferiria a atual situação ambiental do nosso planeta?

Gabriel: Atualmente, o nosso planeta está passando por diversas mudanças climáticas, enchentes antes não vistas, terremotos mais freqüentes e com maior intensidade, mostrando-nos que devemos pensar um pouco mais seriamente na qualidade do nosso planeta, evitando degradá-lo como estamos fazendo, diminuindo as poluições, desmatamentos, aumentando reciclagem e estudos para uma fonte de energia renovável e barata, que seja acessível a todos. Se continuarmos tratando como estamos tratando hoje, em breve as conseqüências ficarão mais difíceis de serem revertidas ou amenizadas, devemos ter uma atenção maior com nosso planeta, para ter o que mostrar para nossos filhos e netos.

Leandro: Qual é a sua opinião sobre o protocolo de Kyoto?
Gabriel: Se realmente entrar em vigor, e for cumprido como o estabelecido, será um grande avanço para uma melhor condição de vida no planeta, reduzindo a emissão de gases, diminuindo assim a contribuição para os efeitos causados por eles, auxiliando num menor aquecimento global do que se espera hoje. Mas para que isso funcione será necessário que se evitem exceções como ocorre hoje em dia, em que alguns países devem cumprir de um jeito e outros de outro.

Leandro: Dentro dos teus conhecimentos de biólogo seria correto dizer que todas as catástrofes (enchentes, secas, maremotos, tornados, terremotos etc.) são culpa do homem?
Gabriel: Não podemos colocar a culpa apenas no homem, pois em tempos muito anteriores ao seu surgimento, já se tem registros de catástrofes muito maiores do que as que estão ocorrendo hoje, mas o homem tem muita influencia nestes acontecimentos atuais, pois se alterou muito a topografia do planeta, diminuindo as válvulas de escape naturais de escoamento das águas das chuvas, nas grandes cidades, por exemplo, resultando em enchentes de grandes proporções. Os efeitos são sentidos há pouco tempo, o que em tempos remotos não era “da noite para o dia” como está ocorrendo hoje.

Leandro: Como você vê hoje a situação ambiental do Brasil? Em sua opinião qual a verdadeira importância da Amazônia no âmbito geral?
Gabriel: A Amazônia, não só por mim, mas por muita gente é considerada o pulmão do mundo, maior área verde do planeta terra, está sofrendo muito com o desmatamento. O descaso do governo brasileiro com esta parte do Brasil, ecologicamente falando, a parte mais importante do país, pois até hoje não criou uma lei que realmente tire madeireiros ilegais da Amazônia, que puna com severidade. As leis hoje aplicadas a esses criminosos são o pagamento de multas, multas essas que em bem pouco tempo de extração ilegal de madeira já foi paga. Em breve a Amazônia se tornará praticamente a única área verde em todo o mundo. Áreas verdes estão sendo destruídas em todos os lugares do planeta, seja por catástrofes ambientais, ou por desmatamentos e queimadas, se nós, brasileiros, não cuidar de nosso patrimônio, logo estaremos respirando CO2 direto, sem poder usufruir do nosso tão precioso Oxigênio.


Leandro: E aqui em Santa Bárbara do Sul já esta se sentindo os efeitos da “crise ambiental”? Quais os exemplos?
Não poderia dizer que Santa Bárbara esteja sofrendo com os efeitos da crise, claro, sofre na mesma proporção que outras cidades pequenas, pois não tem indústrias que lançam diretamente gases poluentes na atmosfera, podendo assim considerar um ambiente bom para se viver. Mas assim como não sofre, também não se preocupa como deveria para diminuir os efeitos que em breve começarão a nos preocupar, mas como tudo, só nos preocupamos quando se torna difícil de contornar a situação.


Leandro: Você nos disse que a cidade “não se preocupa como deveria” como você definiria a real situação ambiental da cidade?
Por enquanto está regular, não se tem casos preocupantes na cidade, mas se não for dada uma atenção um pouco maior, na prevenção dos mananciais, rios e fragmentos de matas que ainda existem, logo se tornará uma cidade caótica, ambientalmente falando, pois as grandes áreas de mata que existia na cidade na década de 60, já não existem mais pelo desmatamento e cultivo de culturas como soja, trigo e milho. Estão plantando, literalmente, nos barrancos dos rios, aproveitando o máximo a área de plantio, não respeitando os limites mínimos de preservação exigidos para manter as margens equilibradas, evitando assim erosões.

Leandro: Como você enquanto biólogo pretende ajudar ou contribuir para que o bem-estar ambiental da sua cidade e de nosso planeta?
Minha contribuição está sendo feita, na separação de lixo seca, apesar de a cidade não ter usina de reciclagem, utilização de resíduos em compostagens e produção de húmus, trabalhando na conscientização de crianças e adultos, evitando ao máximo desperdício de água. Com tudo vimos que a Terra deve ser encarada com um grande ser vivo de dimensões planetárias e todos os seres vivos, assim como a espécie humana, parte integrante deste todo vivo. Há uma grande diferença em considerar a espécie humana como parte integrante da Terra e não como mera hóspede, consumindo-a, destruindo-a, poluindo-a, explorando-a até a exaustão, pois estamos colocando a nossa saúde e sobrevivência em risco.


Leandro Lui - Acadêmico do Curso de Jornalismo da Unicruz

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